Livro 9: O perfume

O encontro aconteceu dia 11 de setembro com participação de Alex, Cássia, Cátia, Laís, Nina e Teeh. A nossa discussão, editada, vem a seguir.

Cássia: Quem aqui NÃO gostou?

Cátia: Quem aqui gostou?

Alex: Hum… não sei se diria que não gostei… minha opinião sobre o livro é como o protagonista: não fede e não cheira.

Cássia: Hahahaha. Eu não gostei. A pretensão do autor me incomodou mais que o livro em si.

Alex: Acho que se o livro tivesse sido escrito por um francês no século em que se passa a história daí seria um livro bom.

Cássia: Vamos lá, quem começa? A Teeh, que amou o livro?

Teeh: Deixem-me colocar La Marseillaise pra tocar aqui e entrar no clima de advogada de defesa.

Cátia: Mas você gostou, Teeh?

Cássia: Ela amou mesmo o negócio.

Teeh: Do livro? A D O R E I.

Cátia: Porque você pode defender sem ter gostado. Wow! (é, vai ser aceso.)

Cássia: Então, nos diga, por que você adorou?

Teeh: Inclusive, estou com ele a meu lado aqui para não falar nada sem fundamento. Antes de qualquer coisa: Aux armes, citoyens!

Cássia: Para de nos enrolar, Teeh, defenda logo o Jean! Hehehehe.

Cátia: Hahahaha.

Teeh: HAHAHAHA, então vamos lá!

Nina: (nina esperando…)

Teeh: Primeiramente, eu achei o livro MUITO claro quanto ao que se propõe através da imagem do pobre, desolado e injustiçado Jean-Baptiste. Sou sincera quando digo que em algumas páginas eu me envolvia tanto na história que juro que podia sentir os odores que ele desenvolvia e desmembrava. Claro, tudo é muito explícito e isso, muitas vezes, incomoda. O início do primeiro capítulo, a apresentação em que são citados os odores dos homens e mulheres, dos dejetos e derivados por Paris me deixaram parcialmente embrulhada.

Alex: Bem, se me permite, vou dizer o que acho sobre os pontos que mencionou, Teeh. Em primeiro lugar, tem muita desolação, pobreza e injustiça à volta do protagonista, mas nada disso o afeta, a não ser de forma circunstancial, porque ele não é o que é por causa disso. A natureza dele seria a mesma se fosse rico. Em segundo lugar, a história é mais uma crítica de costumes do que qualquer outra coisa e o autor não tem tanta credibilidade para isso porque ele escreveu a história no local e século errados. Se tivesse sido escrito na França do tempo da história seria uma história mais interessante.

Laís: Eu acabei de chegar, mas já digo que concordo com o Alex.

Nina: Eu também.

Cátia: Bem, eu não concordo.

Cássia: No caso dele narrar tudo com tamanha precisão, concordo, a gente entra na história… mas…

Alex: Daí fica só parecendo mau gosto um alemão escrever mal sobre uma França de um século que ele sequer conheceu.

Cássia: Mas a gente não precisa conhecer algo para falar sobre ele, no caso de um livro de ficção. O que me incomoda no livro é o quanto ele se aprofunda nos odores, parece que ele próprio está pirando nos odores todos e a gente é obrigado a acompanhar isso, sem qualquer margem para a minha imaginação funcionar.

Laís: Mas acho que a intenção é essa mesmo, não?

Cássia: Sim, a intenção é essa.

Alex: Acho que ele é meio pretensioso porque fica parecendo que quis escrever um Madame Bovary sem estar no local e época corretos e também ter o mesmo talento.

Cássia: Por isso mesmo, acho um dos pontos pretensiosos do livro ele querer transformar um livro em perfumaria.

Nina: O livro me incomoda porque tudo nele é demais. Está certo, a gente imagina, sente e isso é legal numa obra, mas tudo me pareceu exagerado, sabem como é?

Cássia: Também acho, Nina… ele se excede.

Nina: Tive a sensação de que o livro é só isso.

Teeh: Concordo com a Cássia no sentido de que o livro é uma ficção, não se propõe a retratar nada SÓ com a veracidade de época.

Cássia: Por mim, o cara pode falar o maior absurdo do mundo, mas tem de me fazer acreditar,

embarcar na história.

Nina: É verdade.

Alex: Ele escreve usando um discurso indireto sem ter a classe de um Flaubert e tenta ser engraçado sem fazer rir com as sutilezas de um Molière.

Laís: Voltando à questão dos odores, defendendo…

Teeh: É justamente aí que eu me envolvo, Ana: TUDO É EXCESSIVO. O ser humano é excessivo, deixou-se inebriar por seus prazeres.

Cássia: Ah, Teeh, mas daí vai de cada um. Nem todo ser humano se inebria pelos prazeres. E outra, você já tocou no ponto que MAIS me incomodou.

Nina: Concordo com a Cássia.

Cássia: O autor confundir fascinação, inebriar, amor e desejo.

Alex: Eu fiquei imaginando ele como o protagonista do último filme do Woody Allen, mas ao invés de sonhar com a França do início do séc. XX, ele sonhava com a do séc. XVII ou XVIII.

Laís: Será que vocês não acharam tudo demais porque ele enfatizou um sentido pouco explorado, o olfato? Tem gente que se excede descrevendo paisagens, cenários e mais cenários, mas ninguém reclama disso.

Teeh: Sim, há uma confusão de sentimentos, definições, da própria personagem.

Cássia: Não, do próprio AUTOR. Ninguém começou a transar loucamente por conta da confusão da personagem.

Teeh: Também! HAHAHA.

Cássia: Ou sentiu compaixão por ele por conta da confusão da personagem, ou ele foi comido vorazmente por conta da confusão da personagem. O autor misturou tudo: o fascínio pela beleza das meninas com amor, compaixão, desejo, tudo de uma vez, e fala como se fossem uma única coisa.

Teeh: O caso é esse: ele mistura tudo por que nada é tátil.

Cássia: Nanina, não me venha com churumelas.

Nina: Kkkkkkk.

Cássia: Ele usa o cheiro para falar dos três…

Teeh: Todas essas coisas são abstratas!

Cássia: e mistura os três no mesmo cheiro.

Cátia: Isso não é importante para ele, o lado tactil.

Teeh: E o odor é a ligação entre elas.

Cássia: Abstratas, mas tem características próprias. O meu desejo eu não pego, mas eu sinto e sei reconhecê-lo. O desejo, para você, pode ser outro, mas você o reconhece.

Teeh: Mas pela visão da personagem, confusa, sem noção do correto ou não, tendo por base somente seus instintos, tudo parece semelhante.

Cássia: Mas o livro não foi escrito em primeira pessoa.

Teeh: Alguém em tais condições não tem noção moral do correto e do errado.

Cássia: Não tem nada a ver com o Jean. Eu não estou falando de moral, nem estou tocando nesse ponto.

Teeh: Do limite de suas ações ou influência das mesmas.

Nina: Cátia?

Cássia: Estou falando das sensações que o perfume das meninas causou.

Teeh: Hahaha, entendo, mas TUDO isso envolve-se!

Cátia: Nina?

Cássia: Não tem nada do Jean nessas histórias. Falem vocês, queridas. Vocês também têm suas questões sobre o livro.

Cátia: Bem, não posso dizer que tenha adorado. Também não posso dizer que tenha detestado. Quando o comecei a ler, pensei que seria um livro muito interessante.

Alex: Posso perguntar algo? Toda história tem uma “moral”. Na opinião de vocês, qual seria esta no livro?

Cátia: A trajectória do nascimento, crescimento, até ele chegar ao Baldini até pareceu-me interessante mas…

Cássia: (Já comento, Alex.)

Teeh: (Já comento, Alex.) [2]

Cátia: A partir daí perdeu para mim o sentido. A descrição dos cheiros de Paris, do facto dele não ter cheiro próprio, até da falta de alma da mulher que o criou tudo me pareceu interessante. Mas o sentido perdeu-se. A ideia dele perseguir o aroma perfeito foi o que se destacou para mim mas, muitas vezes, tive dúvidas se esta seria a questão.

Alex: Eu pergunto isso porque penso que deve ser a primeira coisa a se pensar e a partir daí ver se as opções do autor quanto ao desenvolvimento do enredo e também estéticas realmente colaboraram para desenvolver sua mensagem.

Cássia: Hmmmm… Não acho que toda história tenha uma moral, tampouco acho que o autor se preocupou com isso… Ele estava mais preocupado em desenvolver uma obra-prima.

Cátia: Sempre ele dizia: “Estou mais próximo do meu objectivo.” E eu: “Qual?”.

Nina: Eu também tive essa dúvida.

Cássia: É, não teve um “ponto”, uma busca real.

Cátia: Trata-se de um livro sobre obsessão? Parece-me. Porque para ele tanto fazia cheirar um rato como um balde de chocolate.

Laís: Eu poderia dizer que reside no fato de que alguém guiado somente pelos instintos é incapaz de viver em sociedade. Mas tenho dúvidas quanto a esse negócio de instintos. É confuso.

Alex: Bem, para ficar melhor explicado, achei uma palavra mais apropriada (creio eu)… Qual a questão dramática?

Cássia: O Jean me lembra um cachorro.

Cátia: Então, como podia ele ter a ideia de que haveria um cheiro perfeito?

Cássia: O autor poderia ter usado aquele primeiro assassinato como o fio condutor, mas não fez isso.

Cátia: Não acho que seja um livro de alguém pobre e injustiçado – para ele tanto fazia ser quem era.

Teeh: Nisso eu concordo, eu acho que o livro apresenta muito desleixo desde a concepção à finalização da história, mas concordo com a Laís no fato de que uma das ideias é mostrar que “reside no fato de que alguém guiado somente pelos instintos é incapaz de viver em sociedade”, mesmo que a sociedade seja uma “selva”.

Cátia: Ele dormia numa gruta e fazia a vidinha dele e tudo bem. Mas, Teeh, que instintos? Quais eram os instintos dele?

Alex: Concordo que trate de uma obsessão, mas ficou crível a forma como o escritor mostrou isso? Para mim, ficou meio confuso… a história se desenvolve mal e há horas em que ele retira o foco do protagonista e daí qualquer tentativa de conseguir retratar essa obsessão se perde.

Cássia: Tanto é que, na gruta, foi o momento em que ele “estava pleno”.

Cátia: Ele só tinha um.

Cássia: Concordo plenamente, Alex. Ele só falava de cheiro, de odor, era só isso.

Cátia: Era uma obsessão, sem dúvida, mas faltou o deslindar do aroma.

Teeh: Os instintos provocados pela comunicação verbal e não verbal, pelo olfato, a transformação de uma personalidade psicopata, perversa, cometendo atos criminosos mesmo que realizados sem intenção em busca do que, como Alex falou, tornou-se uma obsessão.

Cássia: Acho que o autor pirava muito nas descrições e se perdia do foco da história.

Cátia: Descrever vários aromas não é o mesmo que qualificá-los.

Cássia: O principal, para mim, sempre é a história.

Cátia: Não tem de ser tudo visual.

Cássia: Mas aí que está, não houve clareza para delinear essa obsessão. Concordo com a Cátia.

Cátia: Exacto.

Laís: Discordo que tenha sido sem intenção, Teeh.

Cássia: E o autor não dá espaço para que o leitor preencha as lacunas.

Teeh: Eu acho que Grenouille tinha uma personalidade autista. Talvez devido ao seu isolamento social, alienação com o mundo e desconexão emocional com as outras pessoas…

Cássia: Parece que temos de seguir o que o autor quer que a gente siga, o tempo TODO.

Alex: Bem, seria assim Teeh se o livro fosse narrado em primeira pessoa, mas não por um terceiro informal que parecia estar contando uma anedota (pastiche) e que várias vezes deixava de acompanhar o protagonista.

Cássia: Falou tudo, Alex. Muitas vezes, o protagonista ficou de lado.

Cátia: Mas aí, Teeh, não concordo.

Alex: Deveríamos ouvir a voz do protagonista para falar de algo tão interno, senão vira piada.

Cássia: Se esse livro fosse em primeira pessoa seria um livraço!

Teeh: Eu acho que sim, Laís, por mais que ele planeje seus atos, acho que ele confunde-se com o que cabe e pode-se fazer e o que não.

Cássia: Porque, o primeiro grande erro, para mim, é que a gente não embarca no Jean. Sem isso, um abraço.

Cátia: O isolamento social dele é porque ele não estava nem aí. O mundo podia estar desconexado dele mas ele só estava por opção.

Teeh: Também acho que o livro deveria ter narração em primeira pessoa, isso sem sombra de dúvidas, pois deixaria tudo MUITO MAIS claro.

Alex: Pode parecer mentira, mas eu enxergava a história o tempo todo como um esquete do Monty Python.

Cássia: HAHAHAHAHAHAHAHA.

Nina: Hahahahahahahahahaha.

Laís: Se o livro fosse narrado em primeira pessoa, vocês acham que ele mereceria outro final?

Teeh: Não acho, Cátia, o isolamente dele surgiu como consequência do início da vida: desde a amamentação ele era renegado por não ter cheiro! HAUSHUAHSUAHSUHAUS.

Cássia: Mesmo em terceira merecia outro final. O final foi patético. Gente, se todo renegado se isolasse, o mundo estaria perdido da silva.

Nina: O final foi ridículo.

Cátia: Não concordo realmente.

Teeh: Hahaha, eu imaginei um monte de punks e góticos sentados no cemitério da Consolação esperando um mendigo.

Cássia: Comecei a rir na hora da orgia. Eu pensei: “Cara, ele tá me zoando”. Antes, aliás, no momento da compaixão. Eu pensei: “Meu, ele tá realmente me zoando”.

Laís: Nossa, o povo transando e o fim realmente foram o fim.

Cássia: E quando ele acorda na cama da menina? Com o pai dela chamando o outro de filho.

Cátia: Foi o único momento surpreendente para mim, o pai da menina abraçá-lo.

Cássia: Ah, aí eu vi que realmente ele estava tirando um barato com a nossa cara.

Teeh: Mas é ai que está Cássia: para mim o Jean é um caso isolado, ele se deixou levar por sua indiferença pelo mundo.

Cássia: Foi ridículo. Mas aí foi escolha dele… não acho que seja condicional.

Teeh: Eu achei um exemplo de alienação.

Cátia: Esta parte eu até achei interessante.

Cássia: “renegado = isolado = alienado”

Teeh: AUTISTA!

Laís: O pai da menina tratando-o bem foi algo que definitivamente não coube em lugar nenhum; nem a fascinação coletiva justificou aquilo.

Cátia: Porque ele provou a superficialidade da sociedade.

Cássia: Não, nada de autista.

Cátia: E um autista não está nem aí para isso.

Cássia: Para o autista, nem quem está do lado existe. Para o Jean, o mundo existia SIM. Ele que não estava nem aí pro mundo.

Cátia: Sim, totalmente.

Cássia: Concordo, Laís. Nada justificou.

Cátia: Concordo, Cássia.

Teeh: Porque era obsessivo.

Alex: Se era autista deveria viver num mundo próprio… mas não vemos esse mundo porque um narrador estranho conta a história.

Cátia: Se ele não se desse conta do mundo, ele não teria se isolado.

Teeh: É aí que está Alex, viu?!

Cássia: Nem todo obsessivo é assim, mas o Jean não vive num mundo próprio, os outros existem.

Cátia: Nem sequer teria se suicidado.

Teeh: Sei que não, Cássia, mas repito: acho que ele é um caso isolado.

Cássia: O mundo existe, as pessoas existem, a vida acontece. Ele que não quer fazer parte disso, gente. Concordo, Cátia.

Cátia: Ele não suportava o mundo.

Cássia: Pode ser um caso isolado, mas essas questões não justificam a sua conduta.

Laís: Ele era obsessivo, mas usava o mundo em favor de si; perguntava, observava, aprendia… Tudo para alcançar um objetivo, por mais inverossímil que possa parecer.

Nina: Não mesmo.

Cátia: E a busca dele do cheiro perfeito era para ver se algo fazia sentido.

Cássia: E esse devia ser o fio condutor do livro: a busca do cheiro perfeito.

Teeh: Concordo com seu ponto de vista, Cátia.

Cássia: Sem perder o foco.

Cátia: Mas quando ele conseguiu prender o cheiro perfeito, como em qualquer obsessão, ele não foi capaz de o suportar.

Alex: Acho que mais do que fazer sentido era buscar um propósito e a conclusão que chegou quando o atingiu foi que o levou para aquele final do livro.

Cássia: E foi justamente aí que o autor se perdeu total. Então, mas a conclusão era o ápice, deveria ser verossímil.

Laís: Concordo, Alex e Cátia.

Cássia: Quando as mortes começaram, daí sim eu vi um bom livro. Quando o pai o encontra lá no celeiro, carambola, aquilo que é tensão.

Cátia: Wow! É verdade.

Cássia: Até eu perdi a respiração.

Cátia: Essa parte foi boa.

Nina: Nossa, ali foi tensão.

Cássia: Pô, por que não escreveu o livro inteiro assim? Fica narrando cheiro?

Cátia: Eu: o cara é bom.

Alex: Pois é, outra falha grande do livro… a história dos assassinatos começa muito tarde.

Cátia: É verdade.

Teeh: Eu acho que ele utiliza os perfumes como uma busca de poder, uma forma de controlar aqueles que o tornaram dependente durante tanto tempo, uma inversão de papel entre animal e aquele que o domina.

Cássia: Foi muito boa essa parte.

Nina: Pois é, por isso eu volto a falar no exagero.

Cássia: Também achei, Alex.

Cátia: Concordo, Alex.

Cássia: Eu entendo como ele usa o cheiro.

Alex: E é bem corrida.

Teeh: Gosto bastante dos assassinatos também, rs.

Cátia: Eu pensei que todas as mortes, do Baldini e dos outros, tinha sido ele. Juro.

Cássia: Sério?

Cátia: Depois vi que o rapaz era pé frio mesmo.

Nina: Hahahaha.

Teeh: Eu acho que foram, de alguma forma, surreal.

Cássia: Hahahahahaha. Poxa, mas o autor é tão controlador…

Teeh: Acho que o autor tentou alguma coisa ali que não funcionou sabe?

Cássia: TÃO controlador…

Cátia: Não teria sido interessante se fosse ele?

Cássia: que ele mostra a morte de todos os personagens, não deixa a gente pensar, imaginar, nada.

Teeh: Isso é, Cássia, ele nos priva de qualquer imaginação, QUALQUER.

Cássia: Ele quem manda o tempo todo. Poxa, eu queria imaginar. Exatamente, Teeh.

Alex: Por isso que digo que é um pastiche… o narrador não estava preocupado em contar a história de um assassino temível, mas simplesmente destacar uma figura exótica.

Cássia: Não há NENHUM espaço para imaginação.

Nina: Ele só quer que a gente sinta o que ele descreve.

Cássia: Exatamente, Alex, mas acho que isso foi piração do autor em escrever o livro perfeito. Se a obsessão do Jean era o perfume, do autor era o livro.

Teeh: Mas voltando às mortes, acho que tem algo aí, pois vocês percebem que depois que o Jean sumia, partia ou derivados, acontecia exatamente o contrário do pretendido pelas personagens!!! 0_0 Concordo PLENAMENTE contigo Cássia – nesse ponto. HAHAHA.

Cássia: Mas a mãe adotiva dele, a primeira, morreu beeeeeem depois, aliás, o autor é meio Jean, vocês viram?

Alex: Ele quis fazer um livro do calibre de Madame Bovary, tentanto inclusive emular as melhores características desse, mas no final ficou meio patético… rs.

Cássia: Putz, preciso ler Madame Bovary, hehehe.

Laís: O exagero maior, pra mim, foi no ponto em que ele estava na gruta; e o narrador começou a viajar naquele mundo paralelo que o Jean criou, com garrafas de odores perfeitos, criados invisíveis, etc. Até então, o lance dos odores não havia me incomodado; mas ali foram páginas e páginas desnecessárias.

Teeh: Sim, Cássia, mas é ai que está: ela morreu BEEEEM depois de uma forma completamente diferente do planejado a vida toda. Eu acho que o Jean trazia um fardo de desgraça das costas.

Cássia: Ah, mas com a gente é assim também, né? Hehehe! É raro alguém ter a vida exatamente imaginada.

Nina: Nossa, coloca raro nisso! Hehehe.

Alex: Sabe uma coisa muito desnecessária: as mortes de todos que cruzaram seu caminho e de modos mais bestas.

Teeh: Sim, mas com o Jean era em TODOS os casos!

Cássia: Nessa parte da imaginação, até eu demorei para me tocar que era insanidade. É, todo mundo teve morte estúpida.

Teeh: Quando as coisas começavam a melhorar após a presença do ‘menino sem cheiro’, elas sucumbiam à desgraça maior.

Alex: Daí o autor se desviava do protagonista para mostrar outra figura estranha como o Baldini, etc.

Cássia: É, mas sabe o que parecia? A vida das pessoas melhorava com a chegada do Jean.

Cátia: Tipo maldição.

Cássia: E piorava com a sua partida. Tipo, o Jean é o cara, entende? Hehehe. “Fica pertim de mim que sua vida dá um salto!”

Cátia: Eu pensava que era ele.

Laís: Mas isso é algo que não se sustenta.

Teeh: Não acho, por que todas as pessoas sentiam-se ameaçadas e perturbadas por ele.

Cássia: Enquanto ele está presente, sim. É, mas o mantinham por perto.

Cátia: E estava esperando ate o fim que viesse a revelação.

Laís: Tipo, maldição/bênção, isso existe no livro, mas a gente não sabe o porquê.

Teeh: Por interesse.

Cátia: Teria sido muito mais interessante.

Cássia: Porque a pessoa ganhava dinheiro, posse, fama.

Teeh: E ai está outra crítica que acho que o autor poderia usar e se perdeu: a hipocrisia da sociedade.

Cássia: A revelação de que ele matou essa turma, Cátia?

Cátia: Sim.

Teeh: É aquela coisa: ok, você me amedronta mas eu tenho dinheiro. Beijos, mona!

Alex: No trecho da vida dele com o Baldini, inclusive, tem uma opção estética puramente gratuita quando aquele conversa com seu empregado e na versão que eu li um pequeno trecho aparece em formato de escrita teatral com os nomes em destaque antes das falas. E o teor do diálogo tem um quê de Molière.

Cássia: Exatamente, o fato das pessoas se usarem mutuamente, porque o Jean também usava.

Teeh: Para crescer na busca por sua obsessão, fato.

Cássia: É, Alex, a versão que li tem isso também. Achei descabido. Ah, mas nem precisa ter obsessão, as pessoas se usam o tempo todo.

Teeh: Sim sim, mas isso foi intensificado no livro.

Cátia: E ele não analisava neste sentido, ele era amoral.

Cássia: Mas o autor poderia analisar.

Teeh: Não analisava em que sentido, Cátia?

Cássia: Aí seria um contraponto bacana.

Cátia: Ele era totalmente imparcial.

Alex: Mas criticar a hipocrisia da sociedade da França daquele século não é algo interessante quando escrito por um alemão e no séc. XX, porque a hipocrisia daquela sociedade é bem diferente daquela de outro local e de outra época. Existem várias espécies de hipocrisia e ligadas ao contexto em que aparecem.

Cássia: Acho que entendi seu ponto, Alex.

Cátia: Ele não analisava as coisas mediante “eu uso este para obter isto”.

Teeh: Sim Alex, mas como ficção ele muitas vezes pode usar outra ‘realidade’ para criticar aquela na qual vive.

Cássia: Uma coisa é Jane Austen falar da sociedade no século 18, vivendo aquilo. Outra sou eu, brasileira, no século 21, falar da sociedade inglesa do século 18.

Cátia: Ele via numa situação uma possibilidade de alcançar o que ele queria mas…

Teeh: Depende do caso, Cátia! Com Baldini, por exemplo, ele pensou!

Cátia: Ele não via do ponto de vista moral.

Laís: Cátia, ele não analisava, só deixava subentendido.

Cátia: Ele usou, mas ele não encara o que fez como o usar alguém.

Alex: A ficção científica existe para isso… e veja que é bem diferente da opção dele que estava criticando não a sociedade em geral, mas os costumes e vícios daquela França a qual ele não tem envergadura moral para criticar… rs.

Cássia: Hahahaahahahahaha.

Alex: Ele poderia criticar a Alemanha.

Nina: Alex, foi fundo agora!!

Laís: Hahahaha.

Cátia: Isso é relativo, podemos criticar quem quer que seja, de qualquer época.

Alex: O que ele fez é o mesmo que ocorre hoje com todos, como por exemplo acharem que no Brasil todo mundo vive na selva.

Cátia: Lá porque exista rivalidade França-Alemanha. Não quer dizer nada.

Cássia: Cátia, acho que existe uma diferença entre achar e saber.

Cátia: Mas isso não é crítica.

Cássia: Eu posso achar tudo, mas saber muito pouco.

Cátia: É estupidez.

Cássia: Se quero fazer uma crítica consistente, é minha obrigação saber.

Alex: É crítica da sociedade quando alguém inserido nela a faz, os outros quando tentam só fica parecendo preconceito e estereótipos.

Cátia: É a mesma coisa que dizer que português não toma banho.

Cássia: Se eu quero criticar algo de outra época, que eu estude para isso.

Teeh: Ou ao menos ter uma base intelectual sobre o que se fala.

Cássia: Ué, e dizer que brasileiro ama carnaval.

Cátia: Isso.

Cássia: Eu odeio carnaval, não suporto praia…

Nina: Eu também.

Cássia: Tenho horror a calor.

Alex: Base intelectual não habilita para crítica de costumes… a vivência deles sim… rs.

Teeh: Cássia = minha irmã perdida.

Nina: Só o carnaval que eu odeio, tá? Hahaha.

Cátia: E americano só comer hambúrguer.

Laís: Não investiguei a vida do autor, mas será que ele não tinha essa base teórica, pelo menos?

Cássia: O autor é recluso.

Cátia: Nina, lolololol.

Cássia: Não dá entrevista, fica preso em casa.

Cátia: A sério?

Nina: Isso cheira a marketing pra mim.

Cássia: Sério. Nada, cheira a Jean mesmo.

Teeh: Acho que ele não suportaria ler as críticas negativas à ‘nosso’ amado Jean.

Nina: Não levo a sério!

Cássia: Hahahahaha.

Teeh: HAHAHAHA.

Cátia: Acredita, eu nem pesquisei.

Cássia: Nem eu, tá no meu livro.

Cátia: Bem, isso eu não critico.

Laís: Legal saber disso, Cássia.

Alex: Base teórica não habilita alguém a criticar a sociedade francesa do séc. XVII, só permite criar uma história consistente… rs.

Cássia: Ó, ele estudou história moderna e medieval.

Cátia: Há imensos escritores que são anônimos e nunca falam do que escrevem.

Alex: E imaginar como era.

Laís: Mas me cheira a marketing também, sei não.

Nina: Total gente, pensa!!

Cássia: E estudou história na França. Ou seja, o danado sabe alguma coisa, hein?!

Teeh: Alguma? Fiquei com medo dele agora.

Cátia: Mas tudo isso tendo como base que ele queria criticar a sociedade francesa, certo?

Cássia: Estamos nós falando mal dele.

Nina: Lembram da história da Bruxa de Blair? Então! Hahahaha.

Cátia: Para mim, ele queria criticar a humanidade em geral.

Cássia: Ele é uma das pessoas mais retraídas do cenário literário alemão.

Teeh: Concordo com a Cátia que ele só foi infeliz nas escolhas, mas queria criticar o todo.

Cássia: Não vai a lançamentos, nem gosta de vender seus livros para filmes, para não mudarem a história.

Cátia: Teve de ser a França, porque lá tem a tradição dos perfumistas. Penso eu.

Laís: Será que é a francesa mesmo que ele queria criticar, ou para ele sociedade hipócrita é sociedade hipócrita em qualquer época e lugar? Tuuudo bem, ele poderia ter feito isso de outra forma, mas escolheu a forma errada somente.

Alex: Daí concordo, se ele tivesse adotado uma abordagem diferente seria mais interessante.

Cássia: E ele morre de medo de plágio.

Teeh: Que será que ele achou do filme? O filme é bastante diferente.

Laís: Não estou defendendo, apenas botando lenha, ok?

Cátia: Eu não acho muito.

Teeh: Hahaha.

Cátia: Você acha, Teeh.

Cássia: Eu não vi o filme, mas agora queria saber a opinião dele [o autor].

Alex: Tomara, porque o livro do jeito que está é “infilmável”… rs.

Laís: Olha, escrevi depois da Cátia, rs .

Cátia: Eu acabei por ver, Cássia e Nina.

Teeh: Eu acho que ele realmente só foi infeliz nas escolhas, Alex, de fato. Acho, bastante!

Nina: Para mim… o fato é que ele pode ser letrado no que for… o livro é muito mais falação do que outra coisa… Achei uó e ponto. E não é pelo fato do Jean ser autista, psicopata ou sei lá mais… É pela narrativa mesmo, pelo claro interesse em chocar, em exagerar… A gente fica o tempo todo preso nisso… Aaaah vá!!!

Alex: A premissa é bem interessante, mas a execução foi bem equivocada.

Cássia: Ele tinha uma história supimpa em mãos.

Cátia: Tirando alguns detalhes, eu só acho que o diferente foi no filme ele demonstrar ter sentimentos pela primeira ruiva.

Cássia: Mas quis fazer tudo em um livro só. Não soube escolher e deu no que deu.

Teeh: O filme foca-se nos perfumes das meninas, não mostra toda esse doentio comportamento dele.

Cátia: Nina, certo! Eu adormeci varias vezes a ler. lol.

Cássia: Então o filme pegou a parte interessante do livro.

Teeh: No filme, ele deixa a gente até meio comovida por ele, Cátia, coisa que no livro não: ele é o COMPLETO anti-herói. Pois é!

Alex: Mas tem muita narração em off? Se tiver deve ter ficado bem besta.

Cássia: Aí que táááa, era isso o que o autor deveria ter feito.

Cátia: Gente, eu não fiquei comovida com ele, pelo contrário.

Cássia: A gente tem de se comover pelo Jean.

Teeh: Não tem tanta não, Alex.

Cátia: Tem alguma narração.

Teeh: O filme acho que pegou a parte mais humana (se é que existe) do Jean.

Cátia: Mas é um filme muito estilo cinema europeu.

Teeh: Da história toda.

Cátia: Muitas cenas, quase sem diálogo.

Alex: Não vi o filme, mas se fosse eu teria me concentrado mais na questão de sua história como serial killer.

Cássia: Eu também.

Cátia: Eu acho que está centrado nisto, Alex.

Nina: O filme é mais isso.

Teeh: E concentra Alex.

Alex: O passado dele e outras coisas iria revelando aos poucos para mencionar um pouco de suas motivações.

Cássia: E, ó, quis tanto que ele não tivesse matado a última menina. Nossa.

Cátia: Eu também, Cássia.

Alex: Bem, então já chamou minha atenção e tem sérias chances de ser muito melhor do que o livro.

Cátia: (é o nosso lado Jane)

Teeh: O filme mostra ele matando as meninas em busca da composição do perfume que será finalizado pelo da última menina.

Cássia: Foi a parte em que eu realmente fiquei arrasada.

Laís: Ah, eu também, Cássia! Torci para dar algo errado.

Nina: (hahaha)

Cássia: (hehehehe)

Teeh: Como se fossem notas musicais ele cita sabe? Precisa ser algo minucioso. Ele parece estudar as vítimas, não é um doido que pega pré-adolescentes como no livro. HUASHUASHUAHSAHUSHU.

Cátia: Eu queria que saltasse alguma humanidade nele.

Cássia: Então o filme é mais bacana que o livro?

Cátia: Algo, um vestígio.

Teeh: No filme, achei que salta Cátia, tu não achou?

Nina: Cátia caiu.

Teeh: Sim Cássia, MUITO. Bem quando falei com ela. HUASHUASHUASUA

Nina: Kkkkkkkkkkk.

Cássia: Acho que se o autor tivesse puxado um único traço de humanidade no Jean, e nos levasse a querer seguir sua história, e o livro fosse em primeira pessoa, seria outra coisa.

Laís: Concordo.

Alex: No livro, parece mais que o narrador tá contando uma historinha bobinha numa roda de boteco com uns tipos estranhos para impressionar seus companheiros de birita… não tem humanidade nenhuma… rs.

Nina: Quer ver? Me permitem uma comparação meio nada a ver?

Teeh: Assim, peguem aquele Jean do livro e imaginem-o como um ser simplesmente doentio mas injustiçado, que gera certa dó mas mostra ser astuto e muito perfeccionista. Não soa maldoso, indiferente, sem cheiro e desumano como no livro. Sim.

Cássia: O Alex realmente achou o livro uma bobagem! Hehehehe. Claro, Nina.

Teeh: O Alex foi o que mais detestou! HAHAHAHAHAHA.

Cássia: É, ele me superou.

Alex: Não detestei… eu só não levei a sério… rs.

Cássia: É, Teeh, se pegasse a questão da injustiça e nos fizesse acreditar que há motivo para seu surto, a gente embarcava.

Teeh: E eu pensei que isso fosse impossível, Cássia! Coisa que há no filme.

Cássia: Verei o filme.

Nina: Dexter. Alguém já leu o livro ou viu a série? Ele é um serial killer, psicopata e a gente torce por ele. Pode ser a narrativa…

Cássia: Mas o Dexter tem um mote fortíssimo.

Nina: Vale a pena ver o filme mesmo, Cássia.

Cássia: Ele mata quem mata.

Teeh: Sacaram? A direção e roteiro do filme pegaram todos os fracos que citamos e transformaram em algo bom.

Cássia: Só nisso a gente já vai na dele. Ele só mata quem “merece” morrer.

Alex: Já assistiram uns episódios do Pateta que tinha um narrador contando a história? Como aquele do Sr. Motorista que ele entrava no carro e virava um Mr. Hide? Então, o livro foi igualzinho para mim.

Nina: Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Teeh: O Dexter é um danado. *666* ADORO.

Cássia: Se ele matasse inocente, nem todo o sex appel de Michael C. Hall (ai ai…) daria jeito.

Nina: Não sei, flor.

Teeh: A Cássia é muito minha irmã perdida. AUSHUAHSAHUSHUASUA.

Cássia: Hauahuauhahuahuahua.

Nina: Depois de 4 temporadas… hahahaha.

Cássia: Eu amo o Michael C. Hall. Agora ele se separou, quem sabe…

Nina: Eu também. Mas ao que eu falei foi: a gente vê tudo pela perspectiva dele.

Teeh: Eu acho ele meio sacana sabe? Caiu no meu conceito após o divórcio com a Jennifer pela sacanagem que fez com ela…

Nina: Se o Jean fosse assim… Quem sabe?

Cássia: Que sacanagem ele fez?

Laís: E chegamos no momento tietagem, sempre tem.

Cássia: Conta tudo!

Alex: Taí! O Dexter é muito mais interessante do que ele, e se colocasse o lance do olfato apurado ficaria uma forma de contar uma história bem melhor do que aquela utilizada pelo autor.

Nina: Gente, eu não sabia que ele sacaneou a Jennifer…

Alex: Nossa, Baldini feelings aqui… rs.

Cássia: Pronto, virou o momento fofoca.

[E assim foi até o fim da nossa conversa… E não falamos mais sobre o Jean.]

Os encantos de O PERFUME

O PerfumeO Perfume – Os encantos da história do Assassino

O Perfume é o tipo de livro que te envolve do começo ao fim, encanta. As páginas do livro chegam a exalar os odores retratados tamanha a perfeição com que são descritos.

Lançado em 1895, o romance do escritor alemão Patrick Süskind, com título original Das Parfum, die Geschichte eines Mörders (O Perfume, História de um Assassino), já foi  traduzido para mais de quarenta línguas. Não por menos, a obra foi considerada “o livro da da década de 1980″ na Alemanha.

Inspirado em teorias de Sigmund Freud, o livro conta a história de um homem que possui um olfato extraordinariamente apurado, mas não possui cheiro próprio. A história situa-se no século XVIII, em Paris, passando também pelas cidades de Auvergne, Montpellier, e Grasse. Seu protagonista, Jean-Baptiste Grenouille, possui duas características excepcionais:

  • não tem cheiro nenhum, o que assusta sua ama e as crianças com quem ele vive no orfanato, mas que permite que ele passe totalmente despercebido. Durante a história, essa ausência de odor, de que ele se dá conta somente bem mais tarde, será compensada pela criação de perfumes mais ou menos atraentes, que Grenouille utiliza de acordo com as circunstâncias a fim de ser notado pelos outros.
  • tem um olfato extremamente desenvolvido, o que lhe permite reconhecer os odores mais imperceptíveis. Conseguia cheirá–los por mais longe que estivessem e armazenava–os todos em sua memória, também excepcional para relembrar aromas. Esse olfato é sua única fonte de alegria, que ele aproveita para confeccionar, sem a mínima experiência, perfumes de qualidade excepcional.

Durante a sua vida teve vários acidentes e doenças, trabalhou como aprendiz de curtidor de peles e depois como aprendiz de perfumista e, graças às suas características, enquanto foi aprendiz de perfumista aprendeu várias técnicas para a criação de um perfume, que posteriormente foi utilizada para a captura dos odores de suas vítimas.

A ação divide-se entre o mundo dos perfumes, traduzido pelo título “O Perfume”, que servem para encobrir o mundo dos fedores, dos crimes e da hipocrisia que caracterizam a cidade de Paris no século XVIII.

O livro, até pouco tempo considerado inadaptável para a linguagem cinematográfica, foi transformado em filme no ano de 2006 pelo diretor alemão Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra). O filme contou com um elenco de celebridades, tais como Dustin Hoffman e Alan Rickman e a personagem central da história foi interpretada pelo jovem Ben Whishaw.

O orçamento da produção extrapolou o valor de 50 milhões de euros, segundo informações contidas no sítio da Deutsche Welle, e além do cinema, o livro foi inspiração para uma canção da banda Nirvana pois Kurt Cobain, vocalista e guitarrista, considerava “O Perfume” como sendo seu livro favorito.

A canção se chama Scentless Apprentice, faixa 02 do álbum In Utero gravado em 1993.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Perfume