The Lizzie Bennet Diaries

Nosso clube de leitura deixou de existir há dois anos. Mesmo assim, nunca voltamos para encerrar o blog e manter apenas as discussões passadas, que tão importante foram para nós.

Como post derradeiro, vamos falar da websérie The Lizzie Bennet Diaries, que também começou há dois anos. Elizabeth Bennet é uma pós-graduanda em comunicação social que mantém um videoblog no YouTube como trabalho de curso. Ela tem duas irmãs, Jane e Lydia, e possui uma imensa antipatia por um tal de Darcy. Alguém aí reconheceu “Orgulho e preconceito”?

São 100 episódios e a maioria está legendada em português, mas às vezes há alguns problemas de sincronização. Não deixem que isso atrapalhe, sigam até o final porque vale muito a pena, especialmente para quem já leu o livro.

Este é o primeiro episódio. Quem quiser acompanhar a história completa, aqui.

(Se a legenda em português não aparecer automaticamente, clique no quarto ícone, da direita para a esquerda.)

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Próximo Livro: A Estrada, de Cormac McCarthy.

Olá gente querida,

Enquanto o nosso próximo encontro não acontece, que tal algumas curiosidades?? Eu encontrei um artigo bem legal sobre o Cormac McCarthy, o autor do nosso próximo livro. Espero que gostem! 😉

Livros: Cormac McCarthy e sua arte peculiar de contar grandes histórias
Por: Leilane Soares
Site: Cinema com Rapadura

Ele é o autor de “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “A Estrada”.

Você já parou para pensar no que motiva um escritor a fazer um filme sobre faroeste? Daqueles onde o mais forte sobrevive e a cidade tem aquele feno que percorre o cenário perfeito de uma terra sem lei? Ou o que levaria alguém a escrever sobre um filme apocalíptico? Onde tudo o que sobrou de uma família foi o pai e seu filho pequeno? Para Cormac McCarthy, a resposta, dada uma entrevista concedida a Oprah, é muito simples: “eu não preciso de um motivo, apenas quero contar uma história”.

O autor, que publicou “Onde os Velhos Não Tem Vez” em 2005, caiu nas graças dos críticos à época do lançamento, mas  só foi descoberto pelo grande publico com a adaptação cinematográfica da sua obra para o cinema em 2007. O tema? O velho oeste. Mesmo com um tema tão adverso para um romance hoje em dia, o livro fez sucesso e chamou a atenção dos Irmãos Coen. E dois anos depois chegaria às telas do cinema sob o título, no Brasil, de “Onde Os Fracos Não Tem Vez”. Em seu elenco o filme conta com Tommy Lee Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Javier Bardem (“O Amor nos Tempos do Cólera”) e Josh Brolin (“Bravura Indômita”). Vencedor de quatro Oscar, incluindo melhor filme em 2008, o longa baseado na obra de McCarthy levaria ainda mais 75 prêmios internacionais.

Em 2006 o autor foi agraciado com o Pulitzer de Literatura por “A Estrada”. Uma adaptação ganharia as telas em 2009. Com direção de John Hillcoat, roteiro de Joe Penhall (“O Último Rei da Escócia”), o filme seria estrelado por Viggo Mortensen (“O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei”) e Kodi Smit-McPhee (“Deixe-me Entrar”). Ainda em 2006, McCarthy publicaria a peça “The Sunset Limited”, que seria adaptada para TV. Em fevereiro de 2011, a série de mesmo nome seria produzida e dirigida por Tommy Lee Jones. O elenco do seriado também conta com Samuel L. Jackson.

Em 2010, o The Times colocou “A Estrada” ocupando o primeiro lugar na sua lista de 100 melhores livros de ficção e não-ficção dos últimos 10 anos. Frequentemente comparado pelos críticos modernos a William Faulkner, McCarthy tem sido muito cotado a ser o próximo ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Mas não é apenas isso. A vida literária do autor é um mais extensa. Outras obras também ganharam destaque no cenário literário como A trilogia da Fronteira. Que tal conhecer um pouco mais dessa caminhada do autor? […]

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“Morreste-me”

Comecei a ouvir falar de José Luís Peixoto a partir de 2005 através da leitura de vários blogues que o citavam. Lia trechos e ouvia falar dos seus livros. Pensava que parecia ser um escritor interessante. A verdade é que os anos começaram a passar e eu adiava ler algo escrito por ele. Em 2009, estava a mudar de canal de televisão e parei num que me chamou a atenção porque era alguém a recitar algo de um escritor. Sim, eram trechos escritos por José Luís Peixoto. Era uma espécie de documentário/biografia e o trecho em causa era do livro “Morreste-me”. Lembro-me que desatei a chorar. Lembro-me que pensei “como é possível haver alguém que coloque por palavras estas sensações?”. Distanciada há 4 anos de uma perda familiar semelhante à relatada no livro e perto de uma possível nova perda não pude ficar indiferente àquelas palavras. Não pude.

Procurei por este livro. Li o “Morreste-me” de um fôlego só. Seguiu-se o “Nenhum Olhar”. Agora estamos com este livro nas mãos: “Cemitério de Pianos”. Ainda faltam mais para ler e o farei conforme a vida assim me permitir.

Devo dizer que, o “Morreste-me” marcou-me. Dele retirei uma frase que me tem acompanhado ao longo destes últimos anos. Adoptei-a. Carrego-a nas mãos e na alma:

The Divine Jane: Reflections on Jane Austen

Alguém conhece este documentário – “The Divine Jane: Reflections on Jane Austen” – de Francesco Carrozzini?

Eu não conhecia.

Num tom casual e “clean”, alguns estudiosos e pensadores falam sobre a sua experiência pessoal com a escrita de Jane Austen. Entre os vários aspectos comentados, cada um deles deixa entrever o que imaginam ser a personalidade da escritora e, ainda, destacam a contemporaneidade da sua obra.

Foi uma surpresa agradável e enriquecedora descobrir este curto documentário. Os meus olhos brilharam ao ver os vários intervenientes do documentário a terem em mãos páginas escritas pelo próprio punho da nossa amada Jane. Trata-se de um grande privilégio.

Vale a pena.

A leitura e os leitores de Jane Austen

Dissertação de mestrado defendida por Renata Cristina Colasante no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês, do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo em 2005.

”[…] O objetivo desta dissertação é verificar que noções de leitura e de leitor são figuradas por Jane Austen em dois de seus romances mais representativos desse tema: Northanger Abbey e Mansfield Park.”

O arquivo em PDF da dissertação completa, aqui.

Fonte: Jane Austen Sociedade do Brasil