Livro 12: A estrada

O encontro aconteceu dia 19 de fevereiro com participação de Cássia, Cátia, Nina e Teeh. A nossa discussão, editada, vem a seguir.

Cátia: Terminei há uma hora o livro. Gente que pancada de livro.

Cássia: Eu não gostei.

Teeh: 2.

Cátia: Do livro?

Cássia: Isso. Nem do livro, nem do filme.

Cátia: O filme eu não vi.

Cássia: Maniqueísta até a tampa.

Cátia: Eu gostei do livro, gostei muito mesmo.

Teeh: Eu comecei o livro assustada, atrasada e com medo de bibliotecárias gritalhonas, dai pensei que fosse por isso que não estava curtindo.

Cássia: Li o livro por obrigação, hehehe, por conta do clube. Comecei, pensei que o estilo que não me agradou. Mas… não foi.

Cátia: Então o que não te agradou, Cássia?

Cássia: O estilo não me agradou, mas entendo que é coisa minha. O que me incomodou foi o maniqueísmo, o autor dividiu as pessoas entre “bons e maus”. O menino falando que eles eram os bons porque o pai ensinou isso, e os outros eram os maus… Como isso me incomodou!

Cátia: Eu encarei isso como uma forma de defender o filho, porque no fim das contas, numa situação daqueles isso deixa de fazer sentido, o ser bom ou mau.

Cássia: Mais ou menos… Para ele, todos eram maus.

Cátia: Acho que ele tinha consciência de que não ia sobreviver ao filho e queria que ele estivesse preparado para isso.

Cássia: Preparado para a solidão? Se o filho não tivesse bondade dentro dele, não teria ido com o casal no final.

Cátia: Preparado para sobreviver. Olha, essa parte final é que não fez sentido para mim.

Cássia: Então, mas se preparar para sobreviver não significa negar ajuda. Eu entendo, mesmo!, que era uma situação adversa, mas talvez por gostar tanto de “Ensaio sobre a cegueira”, vejo que há nuances de comportamento em uma situação limite. Tem aquele que mata para comer, aquele que divide o pedaço de pão, aquele que come sozinho por medo, sabe assim?

Cátia: Sim, eu entendo o que queres dizer.

Cássia: Mas daí, gostei da parte em que o pai tira tudo daquele homem que roubou as coisa dele porque mostra que, na verdade, o que é a maldade? O pai deixou o outro nu, no frio, para se vingar. Como ele pode dizer que só os outros são maus?

Cátia: Eu não encarei como vingança, eu achei que ele fez aquilo para não ser seguido.

Cássia: Mesmo assim, foi de uma maldade sem tamanho.

Teeh: Concordo, eu fiquei me sentindo mal.

Cássia: Eu também.

Teeh: No filme também, por causa que é o Robert Duvall, rs.

Cátia: Sim, foi.

Cássia: O menino disse bem, que o cara só roubou porque também sente fome.

Cátia: A sério? Adoro o Robert Duvall.

Cássia: Mas não é o senhor, é aquele outro, que roubou o carrinho.

Teeh: Sério.

Cátia: Certo que o pai foi cruel, mas o que roubou o carrinho também roubou tudo sem piedade, sabendo que eles também não sobreviveriam a isso.

Cássia: E isso justifica tirar tudo também, sem piedade?

Teeh: Eu só sei de uma coisa: que mundo horroroso.

Cátia: Não, não justifica.

Cássia: Aí entramos no olho por olho, dente por dente. Mas ele recuperou suas coisas, pegue e siga. Precisa tirar o que é do outro só porque o outro tirou?

Cátia: Mas é daquelas situações em que ninguém está impune.

Cássia: Não importa… Se o pai divide o mundo entre bons e maus, não enxergou que também há maldade em nós em situações assim. Porque “maus” são sempre os outros, nós sempre somos os bons da história.

Cátia: Eu entendo o que dizes, Cássia, sério, mas penso que o pai estava absolutamente obcecado com a sobrevivência do filho.

Cássia: Sim, sim… mas não da melhor maneira, eu acho.

Teeh: Mas não acho que é justificável salvar uma vida condenando outra…

Cássia: Concordo.

Cátia: Também concordo.

Cássia: Senão vira realmente terra de ninguém.

Cátia: Mas o que me intrigou realmente é que não sabemos como tudo aconteceu, vocês pensaram nisso?

Cássia: Como assim? Como tudo desapareceu?

Cátia: Só vemos descrição de destruição e miséria mas não me lembro de ler algo que dissesse como tudo ficou assim. Enquanto lia, esperava ver algo que dissesse e nada. Isso me frustrou.

Cássia: No filme, ele está com a mulher dele na casa dos dois e tem um clarão. E só.

Cátia: Tipo desastre nuclear? Mas aí não sobraria nada.

Cássia: Não, não, era clarão de fogo mesmo. Ó, li no Twitter [da Cátia]: “Este livro, “A Estrada”, caiu em mim de uma forma inexplicável.” Conta pra gente.

Teeh: Vish.

Cátia: Esta semana foi uma semana difícil e neste livro tem assim reflexões que me atingiram um pouco. Cada diálogo entre pai e filho termina com uma espécie de conclusão, vocês deram conta disso? Então teve muitos momentos que me tocaram. Eles falavam muito sobre esquecimento, sobre não desistir.

Cássia: É verdade…

Cátia: Achei interessante um momento em que ele disse ao filho para ele não ter bons sonhos e coloridos que isso seria um sinal de desistência.

Cássia: Achei isso tão triste.

Cátia: Achei isto de uma complexidade… nem imaginam, teve um impacto tão grande em mim.

Teeh: É, foda…

Cátia: E depois, fico sempre frustrada quando vejo um pai a fazer tudo por um filho, mesmo com defeitos, mesmo sendo um pai de valores distorcidos.

Cássia: Isso do pai fazer o que tiver de fazer por um filho… O pai era um pessimista, mas dá para entender. Ele sempre esperava o pior, sempre.

Cátia: Mas o engraçado é que ele dizia para o filho que não ia ser pior, não iam encontrar ninguém e tal. O filho era mais realista do que o pai.

Cássia: Além de realista, acho que o filho tinha aquele lampejo de esperança, de que há alguma beleza mesmo na pior das situações.

Cátia: Com certeza!

Teeh: Bem coisa de criança. Toda criança tem isso em si.

Cássia: Exatamente, bem coisa de criança, e a grande questão é o quanto perdemos isso.

Cátia: Todo o livro é uma metáfora, não acharam? Sim, esta é a questão, Cássia, perder esse lampejo.

Cássia: Metáfora sobre?

Cátia: Há uma estrada, um objectivo a alcançar, um caminho a seguir, obstáculos, opções que se tem de tomar.

Cássia: Eu pensei muito naquela coisa do “não importa quão árido é o caminho, tem o arco-íris lá no final”, como se toda e qualquer dor fosse justificada pelo final.

Cátia: Sim.  Por isso, fiquei meio frustrada com o final. Eu espero algo assim meio revelação, dele alcançar algum lugar totalmente diferente.

Cássia: Aí que está: a revelação não existe. Você assistiu ao “Mágico de Oz”?

Cátia: Sim, dear Dorothy!

Cássia: No final, é aquela coisa, não tem mágico.

Teeh: Owwwn, o mágico de Oz!

Cássia: Foi o primeiro filme que vi na vida.

Teeh: Sério?

Cátia: Sério?

Cássia: Acho que faz parte do meu caráter, hehehe.

Teeh: Eu passei quase um ano pedindo um Munchkin para meus pais, HAHAHAHAHAHA. Eu tenho! rs

Cássia: Sério, foi o primeiro que vi na vida. Eu tinha cinco anos e lembro até hoje.

Teeh: Que lindo! *–*

Cátia: Nossa, lindo mesmo!

Cássia: Mas, enfim, acho que moldou [o meu caráter] por isso: não tinha “o” mágico salvador, a solução estava na própria Dorothy e em cada um deles. Acho que a gente tem muito isso, de sofrer pela estrada, de aguentar tudo porque acha que terá a recompensa sublime e, chega lá, a solução está com a gente.

Cátia: Não sei, há coisas que nos ultrapassam completamente.

Cássia: Isso, sem dúvida. Mas se nos ultrapassam, não estão em nossas mãos. A gente só é responsável pelo que nos compete.

Cátia: Mas também sofremos pelo que não nos compete.

Cássia: Aí que tá… Adianta sofrer por isso? A gente quer controlar tudo. No livro, o pai tinha muito isso, ele queria controlar o que não tinha controle.

Cátia: Sim.

Cássia: E o menino era mais o “ó, isso não dá para controlar”. Quando somos criança, temos muito mais essa consciência. Adultos, achamos que o mundo está na palma da nossa mão.

Teeh: É por que quando somos crianças não controlamos NADA, mas crescendo ganhamos responsabilidades, assumimos o controle de algumas coisas, e o poder vicia.

Cássia: Algumas [coisas].

Cátia: Estou aqui a pensar…

Cássia: O poder vicia mesmo, em todas as instâncias. Eis o grande problema!

Cátia: Nem sempre o controle tem a ver com poder.

Cássia: É, também acho.

Cátia: Por vezes, queremos o controle para que as circunstâncias alcancem um fim harmonioso. Era o que o pai queria para o filho, que aquela catástrofe não o destruísse.

Cássia: Sim, claro… mas a grande questão é que não podemos controlar. E não aproveitamos muito coisa por nossa total incapacidade de entender isso.

Cátia: E quando entendemos e não conseguimos viver de outra maneira?

Cássia: Então não entendeu.

Cátia: …morremos à beira da estrada.

Cássia: Ainda queremos ter um controle que não nos pertence. Vamos todos morrer à beira da estrada, no fim das contas. Quem aproveitou o percurso, terá vivido bem melhor.

Cátia: É oficial, este livro me deprimiu imensamente.

Cássia: É, estou sentindo isso… =/

Teeh: : C

Cátia: Vou ter de ver uns 500 filmes para esquecer as imagens e sensações que ele me despertou.

Cássia: Tipo, nossa discussão tá bem depressiva, hehehe.

Cátia: É… Acho que é a primeira que está assim.

Cássia: Assista a um filme que mostre a humanidade feliz. Indica um, Teeh.

Cátia: Nossa, culpa minha!!

Cássia: Culpa sua nada, imagina.

Cátia: Gente vamos escolher só romances açucarados agora para ler!

Cássia: Vamooooos.

Cátia: Beeeeeeeeeeeeemmmmmmmm românticos, de chorar o livro todo com o amor lindo dos protagonistas.

Cássia: Era o clube na sua primeira fase, hehehe. Só Jane.

Teeh: Só por que eu ia indicar um livro dramático. U_U* UASAHUSAUSAHUSAHUSHUS

Cátia: Hehehehehehehehe, outro, Teeh!!!

Cássia: A Nina chegou!

[Nina está na conversa.]

Cátia: Obaaaa! Oiiii, Nina!

Nina: Oi, gente, me perdoem. A conexão aqui é ruim.

Cássia: Sem angústias, nada de sofrimento, hehehe.

Cátia: Já basta o livro traumático.

Cássia: A gente falou pouco sobre o livro. A Cátia está deprê por ele.

Nina: Sério?

Teeh: Seríssimo, rs.

Cássia: É, estamos num bode, aff.

Cátia: Isso, queremos te ouvir.

Nina: Ai gente, eu sei que ele é triste. Também fiquei meio deprê quando terminei.

Teeh: Hahahaha. Fod*u.

Cássia: Gente, só eu que não fiquei? Estou me sentindo fria e insensível, hehehe.

Cátia: lol

Nina: Mas já era de se esperar o final, né?

Cássia: Vai, Nina, fale sobre o livro, senão essa discussão não engata hoje.

Nina: Cássia, diga como se sentiu… Você disse que se sentiu diferente.

Cássia: Eu não gostei do livro, não me envolvi com a história. Não senti pena, tristeza, nem torci pelos dois. E, como falei para elas, achei maniqueísta.

Nina: Eu não torci pelos dois também, mas porque meio que sentia que não tinha jeito, mas consegui me envolver com a história…

Cássia: Então, esse foi meu problema: eu não consegui. Não “comprei” o drama deles.

Nina: Entendi.

Cátia: Eu me envolvi demais.

Nina: E sofreu, né?

Cátia: Nossa…!

Teeh: Eu já tinha visto o filme, então sabia o que ia acontecer, mas… também não entrei na deles.

Cássia: A Cátia está sofrendo ainda.

Cátia: Eu costumo ver os filmes dos livros, mas acreditem, eu acho que não vou querer ver esse não.

Cássia: Depois de “Ensaio sobre a cegueira”, só “The Walking Dead” me fez comprar uma história assim.

Nina: Eu sofri porque na medida que ia avançando, eu percebia que não tinha mais esperança pra eles.

Cátia: Eu tenho a série aqui e ainda não vi, sinto que não estou preparada.

Cássia: Então não veja, Cátia.

Teeh: Poxa, é um bom filme sabe, Cátia? O visual dele é, desculpem a expressão, de foder.

Nina: É, “The Walkind Dead” é totalmente “comprável”, kkkkkkkkkk.

Teeh: TWD é A série.

Cássia: Você fica com medo de entrar um zumbi na sua casa. Você acredita que o mundo está daquele jeito.

Cátia: Sério, não consigo ver coisas assim actualmente, só coisas cor de rosa.

Teeh: Cara, se o apocalipse zumbi acontecer, quero que seja daquele jeito.

Cátia: Eu vi o “Melancolia” e fiquei de rastos.

Teeh: Antes eu queria que fosse tipo “Resident Evil”, mas agora não. MELANCOLIA

Nina: Nossa, eu ainda não vi “Melancolia”. Preferi esperar um pouco.

Cátia: Aquele filme acabou comigo.

Cássia: Ainda não vi “Melancolia”.

Teeh: Eu chorei que nem desgraçada em “Melancolia”, amei aquele filme de uma maneira tão profunda que nem eu consigo compreender.

Cátia: Gente, é qualquer coisa. O filme é tão tão tão… A meio eu já estava sem entender nada e entendendo tudo.

Teeh: Melancolia é a metáfora da depressão. E para quem já esteve deprimido de verdade, ele cai que nem uma bomba no seu emocional, mas de uma maneira boa, HAHAHAHAHHA.

Cátia: Sim, Teeh.

Teeh: Eu escrevi a crítica, fica a dica. HAHAHA.

Nina: Teeh, meu marido é um especialista em zumbis. Ele já viu 3456.7643.8577 vezes TUDO quanto é filme de zumbis. Conhece tudo e ele sempre disse que “Resident Evil” não é uma boa história zumbi, aquela história de zumbi mutante não combina, hehehehe.

Cátia: Olha, Cássia, o “Melancolia” tem assim um gosto tão estranho na boca, tão diferente, tão…

Teeh: Gosto de cinzas (interna para quem assistiu).

Nina: Cássia, você achou o livro maniqueísta?

Cássia: Achei sim, Nina.

Nina: Por quê?

Cássia: Porque, Nina, fica a coisa dos “homens bons” e “homens maus”.

Nina: Ah, tá! Tipo, bem diferente de TWD, onde todo mundo é um pouco bom e um pouco mau, né?

Cássia: Isso… até de “Ensaio sobre a cegueira” que tem várias nuances.

Nina: E acho que você tem razão.

Cássia: Nesse, ou você prende gente no porão para comer ou vai morrer de fome, não tem a nuance.

Teeh: haushauhsuhaush. Kinda Book of Eli

Nina: Como diria o querido-love-you-Grissom: ninguém é 100% inocente!!!

Cássia: Exaaaatamente. Ninguém é totalmente bom ou totalmente mau.

Cátia: E que momento foi aquele da cave?

Cássia: Ainda mais em uma situação limite.

Nina: Aquele lugar que tinha tudo?

Cátia: Não, o primeiro.

Cássia: Vocês conhecem aquela história da queda do avião no Chile, há mil anos?

Cátia: Não, Cássia.

Nina: Que o povo se comeu?

Cássia: Exatamente. Aconteceu o seguinte, Cátia: um avião caiu no Chile, na Cordilheira dos Andes. Uma turma morreu, outra sobreviveu, mas não tinha comida e o jeito foi… comer os mortos. E quem estava para morrer, já dizia que poderia ser comido e tal.

Teeh: Argh, odeio essa caso. Esses dias um dos caras que sobreviveu passou na “rede bobo” esses dias.

Cássia: Eu vi esse cara. Mas ele disse umas coisas bem legais.

Nina: Isso tudo é bizarro!

Cátia: Eu nunca ouvi falar nisso.

Nina: Tem um filme sobre isso, não é?

Cássia: Tem um filme sim.

Cátia: Nossa!

Cássia: É muito bizarro… mas, pensa, aconteceu.

Nina: Pois é!

Cássia: E ele disse uma frase na Globo que foi ótima: “Quem reclama é quem está bem. Quem está mal, serra os dentes e segue em frente”.

Nina: O nome do filme é “Vivos”.

Cássia: Porque ele andou SOZINHO sei quantos quilômetros, no gelo, para tentar salvar quem ficou (e a própria pele, claro). Então, é aquela coisa: na hora do vamos ver, a gente não sabe do que é capaz.

Nina: Exatamente.

Teeh: Isso é…

Cátia: A questão da sobrevivência.

Nina: E voltando à história dos zumbis… é disso que trata, da sobrevivência.

Cássia: Exatamente.

Nina: Não é o terror dos bichos, mas a história de sobrevivência. O que os seres humanos se tornam na hora do vamos ver.

Cássia: E como cada um lida com isso. Aí que está a graça.

Nina: Isso.

Cátia: Olha, quando eu lia o livro eu pensava que numa situação daquelas, de catástrofe, de fome e miséria, todos os valores que cultivamos caem aos nossos pés.

Nina: Eu achei o livro lento em algumas partes, mas na verdade, eu sentia aquela tentativa (em vão) do pai de salvar o filho.

Cássia: Caem mesmo, Cátia. E era um salvamento meio impossível.

Nina: Mas era uma situação onde não havia mais esperança, e ele sabia disso, né?

Cátia: Porque era muito descritivo, Nina.

Cássia: Pior que sabia.

Nina: Só de imaginar uma coisa dessas… Tipo, vamos pra onde? Fazer o quê? aff!

Cássia: Comer o quê?

Nina: Exato.

Cássia: Ficar ou ir embora? Continuar vivo ou acabar com isso? Porque eu entendi a mulher do cara.

Nina: É, por mais angustiante que seja… a gente entende.

Cássia: Entende…

Nina: Numa situação dessas… quem vai julgar alguém?

Cátia: Sim…

Nina: Lembram da cena em “Ensaio…” onde o médico transa com a prostituta e a mulher vê tudo?

Cássia: Meu, essa cena é emblemática. Eu entendi o cara.

Nina: Demais!

Cássia: Todo mundo me xinga, mas eu entendi.

Nina: Kkkkkkkkkkk.

Cássia: Sério. Pensa, você virou um necas, sua mulher virou sua enfermeira…

Teeh: rs

Cássia: Mas é verdade.

Nina: É a velha história do que o ser humano se torna, né?

Cássia: Exatamente. Aí vai buscar meios para voltar a ser o que era, de alguma forma.

Nina: Quem pode julgar?

Cássia: Ninguém. Aliás, “Ensaio…” é sensacional. A humanidade inteira está ali.

Nina: Sim!

Cássia: Por isso que invoquei com “A estrada”. Porque, nossa… para chegar perto de “Ensaio…” precisa de muito.

Nina: Mas acho que “A estrada” era mais voltado para a relação do pai com o filho e da busca por algo que não existia mais, né? Tipo, ele não tinha esperança, mas sabia que tinha que continuar caminhando…

Cássia: Tem razão. Talvez, se eu tivesse lido sob esse enfoque, teria achado mais legal.

Teeh: Eu acho que ele tenta mostrar uma das parcelas da humanidade, a única em que há amor incondicional entendem? Que é a relação entre pais e filhos. (na maioria das vezes, rs)

Cátia: Eu acho que ele tinha alguma esperança.

Teeh: É a última que morre.

Nina: rs

Cássia: Sem esperança a gente não consegue nem acordar.

Cátia: Não sei… Precisamos de esperança para sobreviver? Ou precisamos dela para viver de verdade?

Cássia: Para tudo na vida.

Cátia: Haverá diferença entre viver e sobreviver?

Cássia: (Cátia, releia Jane Austen em breve!)

Cátia: (Sério… preciso mesmo… outro dia disse isso no Twitter.)

Cássia: (Precisa… para voltar a ter o coração cheio de suspiros.)

Teeh: Leia “Comer, rezar, amar”, Cátia.

Nina: (“Persuasão”, de preferência!!!)

Teeh: Que livro absolutamente gostoso.

Cássia: (Isso, “Persuasão”!)

Nina: Engraçado… Vocês lembram do nosso encontro de “Persuasão”???

Cátia: Acho que sim. Ai, “Persuasão”…

Cássia: Também acho que sim. Pena que a Teeh não pegou a fase Austen.

Nina: Ninguém parava de falar sobre o livro, sobre as personagens, era uma loucura só… A Cássia sofreu mediando o debate! kkkkkkkkkkk.

Teeh: Não. Li Jane Austen sozinha. BUAAAAAAAAAAAAAA.

Cátia: Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Cássia: Você adoraria. A gente amava ter discussões apaixonadas.

Cátia: Gente, foi animado.

Nina: E agora a gente se dispersa rapidinho!!!

Cátia: Mas “Emma” também foi…….

Cássia: A gente divergia, mas parecíamos mulheres loucamente apaixonadas, hehehe.

Nina: Muito apaixonadas!!!

[O papo seguiu sobre diversos livros. Até que Nina nos apresentou ao termo “senhorinha”…]

Nina: Quando eu trabalhava na livraria, esses tipos de livros ficavam numa estante que a gente chamava de “senhorinhas”.

Cássia: Senhorinhas, AMEI!

Cátia: Muito bommm, Nina.

Teeh: AHUSHUASAHUSUASAHUS.

Cátia: E como chamavam Jane?

Teeh: Delícia!

Cássia: Vamos criar o “Clube das Senhorinhas” só para ler esse tipo de livro.

Teeh: HSHSHSHSH .

Nina: Sério! Era Sidney Sheldon, Nora Roberts, Rosamund Pilcher, Jane Austen…

Cássia: Meu, sensacional.

Cátia: Eu nunca li a Nora, acreditam?

Cássia: Vamos mudar o nome do clube.

Nina: E eu era a senhorinha NÚMERO 1 DA LOJA! kkkkkkkkkk.

Cátia: Gente, mas Jane e Sidney nada a ver.

Cássia: A Nina vai nos guiar pela literatura senhorinha.

Nina: Não é por isso, Cátia, não é porque tem algo a ver, mas pela procura na loja, pelos romances. Tipo, a procura era maior pelas senhoras do que por jovens, entendeu?

Cátia: Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, entendi. Eu apoio, eu quero literatura de final feliz.

Nina: Tipo, a juventude só quer ler “Crepúsculo” e cia, e as senhoras gostam do bom e velho romance.

[E então o rumo da conversa mudou: criticamos “Crepúsculo” e demais livros juvenis, Nina nos indicou belos livros do gênero, zoamos com Bella Swan até chorar de rir e nos esquecemos de concluir “A estrada”.]

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